Não é verdade que o Brasil teve “4 mil mortes em 24 horas”, como afirma uma manchete do Estadão, que traz a foto de enterros em cemitérios. A informação enganosa foi repercutida amplamente por outros jornais do país e transmite a falsa ideia de que este é o ritmo de mortes diárias da pandemia no Brasil.

O Estadão noticiou nesta terça-feira (6), a seguinte manchete: “Brasil supera 4 mil mortos em 24 h pela 1ª vez e alta de casos indica que pandemia ainda deve piorar“. A informação dada no título é falsa, já que o número indicado é de registros de mortes ocorridas ao longo de vários dias até o momento em que são publicados no painel do Ministério da Saúde e não de mortes ocorridas naquele dia.

No texto da matéria, o Estadão deixa dúbia a informação de que se tratam, na verdade, dos registros de óbitos. Além disso, não considera a média móvel de óbitos do dia, que foi de 2.73, ou seja, 2.730 óbitos suspeitos de causalidade por Covid-19. Na verdade, há quase dez dias que a média móvel se mantém estável, entre 2,6 a 2,7 mil óbitos. Diferente da média móvel, porém, o número de notificações oscila grosseiramente, tendo no dia 29 o número de 1.660 registros e, no dia seguinte, 3.780. Essa discrepância, usado por jornais apenas quando o número é alto, é resultado do processo de chegada da informação.

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